sexta-feira, 12 de março de 2010

Pra sair um pouco da reciclagem de poemas antigos, segue algo totalmente contemporâneo, um teste de como ficam minhas novas idéias "no papel".

Análise


Vendo o vicejar pujante que pulula aqui febril

Tomo a lânguida idéia de tecer a tramas mil

E me posto em postura ao pleno ou pueril


Idealizo sentidos nunca pressentidos ou clamados

Clarões de texturas e sabores não- identificados

Labirinto erigido que compele a tais cuidados


Fujo pelo caminho do ninho da trapaça que ameaça

Numa estratégia de antever o tal descer da maça

Contornando o entorno do forno que me assa


Provo do que vem provar que este mar é armadilha

E torno em fortaleza a certeza de fugir da ilha

Da ousadia minha tardia covardia é filha


Escalando a farpa no topo da escarpa eu escapo

Sou completo, e decerto perto de um farrapo

Entro e saio do buraco e ainda não o tapo


Persistente é o ardil de um desvio traçado ao perto

Compro cada mapa e vou pelo vil e pelo certo

Ganho no que perco no cerco do indiscreto


E assim vou indo, pra que o fim chegue ao começo

Com início ao alcance da chance de um tropeço

Suplício vitalício vital pra vitoria que mereço

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