quarta-feira, 3 de março de 2010

Este é curtinho, mas 100% concebido hoje, sem a reciclagem de idéias antigas.

Percepção


Ouvi, e sei assim que o fim sempre tem seu meio

Escutei o tropeço daquele começo onde só há vazio

O som que captei é o dom que usei pra achar o veio

Com braço forte e alguma sorte já nadei no rio

Entendi a beleza na natureza do que parece feio

Onde o que conduz se reproduz sem estar no cio

Pois o que vi é nada, e também tudo em nosso seio

E se senti algo foi a dor no calor que nos dá frio


Este é o enigma da vida

A luz escondida, mas jamais suprimida


O que os olhos mal vêem

É muito mais do que as mentes crêem


Percepção miúda, tosca

Há todo um universo na pequena mosca


Caminhemos, pois, então

Na modesta trilha oferecida pela razão


Muitos mistérios

Não deixarão de sê-lo

Estão além do hemisfério

E num fio de cabelo


Não nos cabe desvendar

O que não cabe no olhar

Mas no fim da trilha

A luz enfim brilha

Um comentário:

  1. "Não nos cabe desvendar
    o que não cabe no olhar!"

    Vc sempre me surpreende amore...
    nossa...lindo demais esse poema!

    Sempre serei grata por poder partilhar de seus escritos mocinho.

    Beijos...beijos...beijos...beijos..................................................

    Com todo carinho da sua fã número ZEROOOO!!!!

    Eu

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