Percepção
Ouvi, e sei assim que o fim sempre tem seu meio
Escutei o tropeço daquele começo onde só há vazio
O som que captei é o dom que usei pra achar o veio
Com braço forte e alguma sorte já nadei no rio
Entendi a beleza na natureza do que parece feio
Onde o que conduz se reproduz sem estar no cio
Pois o que vi é nada, e também tudo em nosso seio
E se senti algo foi a dor no calor que nos dá frio
Este é o enigma da vida
A luz escondida, mas jamais suprimida
O que os olhos mal vêem
É muito mais do que as mentes crêem
Percepção miúda, tosca
Há todo um universo na pequena mosca
Caminhemos, pois, então
Na modesta trilha oferecida pela razão
Muitos mistérios
Não deixarão de sê-lo
Estão além do hemisfério
E num fio de cabelo
Não nos cabe desvendar
O que não cabe no olhar
Mas no fim da trilha
A luz enfim brilha
"Não nos cabe desvendar
ResponderExcluiro que não cabe no olhar!"
Vc sempre me surpreende amore...
nossa...lindo demais esse poema!
Sempre serei grata por poder partilhar de seus escritos mocinho.
Beijos...beijos...beijos...beijos..................................................
Com todo carinho da sua fã número ZEROOOO!!!!
Eu