Análise
Vendo o vicejar pujante que pulula aqui febril
Tomo a lânguida idéia de tecer a tramas mil
E me posto em postura ao pleno ou pueril
Idealizo sentidos nunca pressentidos ou clamados
Clarões de texturas e sabores não- identificados
Labirinto erigido que compele a tais cuidados
Fujo pelo caminho do ninho da trapaça que ameaça
Numa estratégia de antever o tal descer da maça
Contornando o entorno do forno que me assa
Provo do que vem provar que este mar é armadilha
E torno em fortaleza a certeza de fugir da ilha
Da ousadia minha tardia covardia é filha
Escalando a farpa no topo da escarpa eu escapo
Sou completo, e decerto perto de um farrapo
Entro e saio do buraco e ainda não o tapo
Persistente é o ardil de um desvio traçado ao perto
Compro cada mapa e vou pelo vil e pelo certo
Ganho no que perco no cerco do indiscreto
E assim vou indo, pra que o fim chegue ao começo
Com início ao alcance da chance de um tropeço
Suplício vitalício vital pra vitoria que mereço