segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um tributo à minha amiga Roseli, cuja atenção especial ao meu filho e todas as crianças certamente já lhe garantiu um lugarzinho no "Céu".


Coração Gigante


Coração gigante

Raiva contida

Amor o bastante

Pra curar qualquer ferida


Coração gigante

Derrotas vitoriosas

Não descarta o importante

E colhe suas rosas


Coração gigante

Bonança após tempestade

Sorriso radiante

Lágrimas pela metade


Coração gigante

Nos altos e baixos

Seguro e confiante

Oferta beijos aos cachos


Coração gigante

Só vale o que importa

A vida é o bastante

Nunca fecha sua porta


Coração gigante

Um pouquinho é um tudo

Otimismo radiante

Que lhe serve de escudo


Coração gigante

Sempre cabe mais cem

Adotando o errante

Libertando o refém


Coração gigante

Mãe de muitos e mais

Sempre uma constante

No mar bravio, é o cais


Coração gigante

Atenção para todos

Carinho incessante

Desmascarando os engodos


Coração gigante

Um abraço no mundo

Impressionante

Amor que vai fundo


Coração gigante

Atrai e adere

Para o alto e avante

Ajuda aquele que o fere


Coração gigante

Força da gravidade

Congestionamento constante

A orbitar sua bondade


Coração gigante

Coração dela que é nosso

Vai adiante

Sem remorso


Coração gigante

Coração sublime

Luz cegante

Piso firme


Coração gigante

Coração aqui, coração lá

Coração de diamante

Que ela nos dá


Coração gigante

Coração cacique

Coração amante

Coração com pique


Coração gigante

Coração vivo

Coração pulsante

Coração ativo



Coração gigante


Coração amigo


Coração gigante


Coração abrigo


Aqui vai um poeminha curto, simples... porém, creio eu, bem simpático. Notem a simetria "crescente", adoro este tipo de coisa (brincar com o "layout")



PASSIVO



Adoro ver que adoro te olhar

E te vejo

Nego-me as forças para te negar

E te desejo

Gosto de gostar de nesta teia entrar

É o que almejo

Sabendo que só o que sei não vai mudar

O sabor do seu beijo

Capricho um caprichoso e postergado tocar

E finalmente te cortejo

sábado, 21 de novembro de 2009

Mais um da adolescência - época na qual nove em cada dez de meus poemas e letras eram sobre amor, paixão e outras coisas nocivas, rsrsrs...

MANIFESTO


Tudo o que sobre ela digo não me satisfaz:

Que culpa tenho eu se a acho linda demais?

Tentei esquecê-la por um segundo ou mais...

Não fui capaz!


Tudo o que sobre ela digo não é suficiente:

Que culpa tenho eu se a acho tão atraente?

Se é doença venerar um outro ser vivente...

Estou doente!


Tudo o que sobre ela digo é a simples verdade:

Que culpa tenho eu se ela é a suprema beldade?

Tivesse eu o poder de manipular a realidade...

Ela seria minha metade!


Tudo o que sobre ela digo ainda é muito pouco:

Que culpa tenho eu se ela quase me deixa louco?

Se duvidarem, estes versos vou gritar em troco...

Até ficar rouco!


Tudo o que sobre ela digo é o que minha visão me diz:

Que culpa tenho eu se meus olhos a elegeram miss?

Em meu palco ela será sempre a principal atriz...

Em um eterno bis!


Tudo o que sobre ela digo é mero uso de adjetivo:

Que culpa tenho eu se o seu sorriso me fez cativo?

Sua existência já é suficiente razão pra estar vivo...

Sim, me dá motivo!


Tudo o que sobre ela digo não faz jus à incrível beleza:

Que culpa tenho eu em conhecer tal triunfo da natureza?

Se de repente fossem aqui instituir uma linha de realeza...

Ela seria princesa!


Tudo o que sobre ela digo é como uma pequena e solitária ilha:

Que culpa tenho eu se o destino me jogou nesta armadilha?

Agradeço aos deuses por nos enviarem sua mais bela filha...

Que em meus olhos brilha!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Juntando pedaços de alguns toscos e inacabados poemas dos meus tempos de adolescente apaixonado, montei o que segue abaixo. Viva a reciclagem!


ESTE CHOQUE


Seu nome é uma palavra que faz o fã inconseqüente

Seu nome é uma coisa que abala

Interessante e quente

Som tão diferente

Que faz carente

Onde Este Choque cala


Seu beijo é uma idéia que faz qualquer um obsessivo

Seu beijo é uma imagem que corrói

Um prêmio definitivo

De teor proibitivo

Que faz cativo

Quando Este Choque dói


Seu corpo tem um magnetismo por demais inusitado

Seu corpo é mais que obra divina

Algo a ser só admirado

Sonho materializado

Espírito abalado

Que Este Choque fulmina


Seu jeito é uma visão que prende, consome, desgasta

Seu jeito nos entorpece e prende

Não se pode dar um basta

Nada afasta a nefasta

Onda que arrasta

Quem Este Choque rende