quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Este foi o mais simples e agradável (por isto mesmo, eficaz) dos muitos poemas que fiz em meus idos tempos de adolescente com síndrome de "paixonite".


EXTRATO


Amada, se prepare e não pare na entrada do quarto

E saiba que muito te adoro e te quero, de fato


Amada, meu torpor é seu odor que me agrada ao olfato

E só pra tocar em você é que hoje me serve o tato


Amada, me deixe abaixar pra tirar de seu pé o sapato

E me beije de um jeito que sele este nosso trato


Amada, é um prazer te ouvir dizer que sou o seu gato

E aquele que te interromper, eu juro que mato


Amada, me abrace e que seja eterno este terno contato

E o que sinto é imenso, nem sei o tamanho exato


Amada, me odeio se titubeio e sem querer a maltrato

E peço desculpas à vida, me sinto um ingrato


Amada, contigo no cerco eu perco o medo e já salto

E a coragem do tigre suplanta a cautela do rato


Amada, me ame e aceite o deleite que agora relato

E este doravante será nosso verdadeiro contrato


Amada, seu abraço é um passo a caminho do infarto

E ao notar sua beleza sempre me sobressalto


Amada, amada, juntos, do nada criamos tão belo ato

E na carne e na alma eis o nosso lindo retrato



2 comentários:

  1. Ai...esse até doeu a alma de tão lindo!

    Fiquei literalmente sem palavras agora...totalmente EMBASBACADA!!!!!!!

    Parabéns amore,lindo demais!

    Beijos kriptonianos em vc!

    R

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  2. Valeu, minha Superfã. É, acho que este é daqueles que fazem um cara apaixonado chorar ao ler (ao menos foi o que aconteceu comigo quando escrevi a primeira versão, anos atrás...).

    Beijus Maximus

    A

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